Mesmo sem cinco titulares, poupados pelo treinador para que não tomassem o segundo cartão amarelo e ficassem fora das oitavas-de-final, o time português mostrou maturidade ao criar uma alternância entre boas subidas ao ataque e a garantia da posse de bola, apesar dos sustos dados pelos mexicanos.
Portugal abriu o placar aos 6min do primeiro tempo. No primeiro ataque da equipe, os jogadores avançaram em velocidade pela esquerda, a bola foi cruzada na área e Maniche marcou um belo gol.
O árbitro marcou pênalti, embora o atleta do Barcelona argumentasse contra a clara imagem do momento em que levantou o braço para desviar a bola de forma ilÃcita. E mesmo com os movimentos inusitados do goleiro Sanchez em cima da linha do gol, Simão Sabrosa chutou bem e fez o segundo.
Em compensação, os dois primeiros ataques em Gelsenkirchen foram mexicanos. Aos 2min, Fonseca avançou pela esquerda e chutou nas mãos do goleiro Ricardo. Aos 3min, Salcido cruzou da esquerda e obrigou Ricardo a se esticar para pegar novamente.
A partir daÃ, a seleção portuguesa passou a contar com a maturidade na movimentação de bola por parte de Figo para administrar a partida, tocando bem do meio para trás e achando espaços na troca de passes.
E foi justamente nesse perÃodo do jogo que a pressão dos portugueses aumentou. Aos 21min, Maniche subiu em velocidade pelo meio, mas foi pego com falta por Rodriguez, que tomou cartão amarelo. Figo fez a cobrança, mas a bola bateu na barreira, sem ameaçar o goleiro Sanchez.
Depois do pênalti, Tiago quase teve a oportunidade de ampliar o placar por 3 a 0, depois de rebote do goleiro em que ele pegou de primeira, mas bateu por cima do gol. Dois minutos mais tarde, foi a vez de Omar Bravo tentar um rebote, mas acaba batendo em cima do goleiro Ricardo.