O presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley Teixeira, considerou as punições injustas. "Eles não foram os únicos envolvidos e vão pagar sozinhos pela confusão", defende Paulo. De acordo com a apuração da CBJ, a atitude dos dirigentes foi de apaziguar a briga, e não estimular a confusão.
Os presidentes da federação do Ceará e do Maranhão serão julgados pelo Tribunal de Justiça da confederação. Caso eles sejam absolvidos, a entidade vai pedir que o COB reavalie as punições.
Na segunda-feira, durante a semifinal de basquete feminino contra as cubanas, a torcida brasileira ainda estava engasgada com a derrota da judoca brasileira e da Seleção feminina de vôlei na quinta-feira. "Depois do que eles fizeram com as meninas do vôlei e a palhaçada no judô, quero ter o gostinho especial de ver o Brasil destruindo Cuba", comentou a comerciante Cátia Cristina Ribeiro, 38 anos. A torcida foi à forra na vitória por 79 a 60.
A ex-jogadora Hortência conta que os jogos contra o paÃs de Fidel costumam ser tensos. "As cubanas são nossas tradicionais adversárias em vários esportes. Elas jogam sempre duro, e o nervosismo fica à flor da pele nos dois lados", explicou.