Os dois maiores mentores na tentativa de criação de uma CPI mista que investigaria as irregularidades do futebol brasileiro, o deputado Silvio Torres (PSDB-SP) e o senador Ãlvaro Dias (PSDB-PR) apontaram um único responsável pelo fracasso da coleta de assinatura na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira: o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.
Só nesta quinta-feira, segundo o parlamentar, houve 34 novas assinaturas de deputados, terminando assim com 168, três a menos que o necessário para a instauração.
Ricardo Teixeira, por meio do assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, afirmou ao UOL Esporte não ter nada a comentar sobre as acusações feita pelos congressistas.
No total, depois da decisão da Fifa de colocar o Brasil como sede de 2014 no dia 30 de outubro, mais de 100 assinaturas foram retiradas na Câmara de Deputados. "Houve uma intervenção direta da Confederação Brasileira em governadores, federações e lÃderes de partido. Havia lobistas plantados dentro do Congresso, fazendo corpo-a-corpo com os parlamentares", disse Dias.
O senador ainda avalia abrir uma Comissão só no Senado. "Eu poderia instalar uma CPI só no Senado. Não pretendo instalar uma CPI só para fazer notÃcia. Preciso ver se os senadores querem investigar. Eu preciso fazer uma avaliação", declarou.
Para o inÃcio da fiscalização do futebol basta aprovação do requerimento pela Comissão de Turismo e Desporto, a qual Gilmar Machado e Silvio Torres fazem parte.