Nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, os dois lembraram de histórias da primeira conquista mundial brasileira durante o lançamento da camisa azul da seleção, que se inspira no modelo usado pelos craques de 1958.
O ex-volante, que atuou por 16 anos no Santos, lamenta que o futebol tenha se transformado em um produto capitalista. Zito cita o exemplo do último Ãdolo santista.
Djalma Santos mora atualmente em Uberaba, cidade do interior de Minas Gerais, onde tem uma escolinha de futebol. Não tem o luxo dos jogadores atuais, mas vive feliz.
- O Garrincha era um eterno brincalhão. Não tinha como exigir muito dele. Ele fazia o que queria. Tinha que aceitá-lo daquela forma. Jogando o futebol que jogava, era melhor que fosse assim mesmo.
Zito considera a primeira conquista em 1958 a mais importante da história do futebol brasileiro.
- Foi o primeiro tÃtulo da seleção. Sempre chegávamos perto e não ganhávamos. Então esse tÃtulo foi a afirmação do futebol brasileiro no mundo. Foi o começo de tudo.
- Não vimos nenhum jogo dos novos rivais. Não era como hoje. Só tÃnhamos um espião que via os adversários e contava alguns detalhes de como eles jogavam.
Sempre bem-humorado, Djalma Santos lembra que foi mais fácil ganhar a Copa do Mundo do que chegar em casa. Só no Rio de Janeiro, mais de um milhão de pessoas esperavam para recepcionar a seleção brasileira.
- Na volta para o Brasil, paramos em Lisboa, em Recife, demos uma voltinha na Bahia e passamos um dia todo desfilando no Rio de Janeiro. Só cheguei em São Paulo no outro dia, mas passamos de novo horas em cima de um caminhão desfilando. Foi uma maratona. TÃnhamos que fazer as necessidades ali mesmo, um horror (risos). Só consegui chegar em casa quando me enfiaram num carro e me mandaram abaixar para me esconder da torcida. Tudo isso marcou. SabÃamos que tÃnhamos o dever cumprido.