O Cruzeiro volta a jogar pela Libertadores no dia 3 de abril, contra o San Lorenzo, em Ipatinga. O Caracas enfrentará o Real Potosà na altitude no dia.
Jogo O Caracas teve uma postura inteligente no primeiro tempo e mereceu a vitória parcial por 1 a 0. O time da casa marcou o Cruzeiro desde a saÃda de bola, dificultou muito a troca de passes dos mineiros e com isso matou o setor criativo, composto por Wagner e Ramires. Comandado por Vargas, pela direita, e Cominges, pela esquerda, o Caracas explorou muito as laterais do campo e variou suas jogadas ofensivas. O gol saiu aos 29 minutos e foi marcado por Valencia de cabeça após cobrança de falta.
Com a forte marcação imposta pelo Caracas na saÃda de bola, o Cruzeiro errou muitos passes no campo de defesa e viveu o dilema de não conseguir criar. Wagner e Ramires foram neutralizados pelos volantes do rival. Sem receber bolas, Marcinho foi obrigado a recuar e deixou Marcelo Moreno isolado no comando do ataque.
No balanço do primeiro tempo, o Caracas chegou com perigo em sete ocasiões na área de Fábio. O Cruzeiro assustou quatro vezes: dois cruzamentos e dois chutes disparados por Wagner e Marcinho.
Fábio foi a melhor figura do Cruzeiro. Aos dez minutos, com duas defesas seguidas, à queima-roupa, ele impediu a abertura do placar. O gol do Caracas ocorreu aos 29 minutos, quando Cominges cobrou falta da esquerda, Valencia subiu nas costas de Thiago Martinelli, na pequena área, e testou para as redes: 1 a 0.
O Cruzeiro teve suas melhores chances aos 10, quando Apodà cruzou da direita e Moreno desviou de calcanhar, sobre a zaga; aos 17, em arremate de Wagner após o rebote da defesa; e aos 44, em chute de Marcinho da intermediária. A bola passou à direita.
Segundo tempo O Cruzeiro mudou totalmente o seu posicionamento na volta ao campo, cresceu de produção e passou a dominar as ações. A primeira oportunidade de marcar ocorreu aos dois minutos. Ramires cruzou da direita, Moreno ajeitou de cabeça e Wagner concluiu mal, à esquerda de Rosales. Aos três, o lateral Apodà cruzou da linha de fundo e Vizcarrondo fez o corte de cabeça antes da conclusão do atacante Marcelo Moreno na pequena área. Aos sete, Rosales salvou o Caracas ao defender cabeceio de Thiago Martinelli no ângulo direito depois de falta batida por Marcinho.
O gol de empate nasceu de um pênalti. Lucena desviou cruzamento na grande área com o braço direito e foi flagrado pelo árbitro Óscar Ruiz. Marcelo Moreno cobrou no canto direito e converteu: 1 a 1.
O Cruzeiro deu o troco só aos 33. Wagner puxou contra-ataque, fez a opção pelo cruzamento e Moreno desviou à linha de fundo. Ramires reclamou muito do companheiro, pois estava livre na área.
Os minutos finais foram de muita pressão na área cruzeirense. Com três atacantes e dois meias, o Caracas invadiu o campo de ataque e lançou bolas na área todo o tempo.
A pressão só foi amenizada aos 41, quando Viscarrondo foi expulso após solar a barriga de Ramires em um contra-ataque. Na cobrança de falta, Marcinho mandou à direita do gol de Rosales.