O complexo que abrigará o novo estádio do Grêmio, que adotará o conceito de arena multiuso, com lojas, bares, shopping center e outros empreendimentos, vai consumir um investimento total de R$ 1 bilhão (foto)
Erguida no bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a obra será construÃda por um consórcio capitaneado pela portuguesa TBZ e pela construtora OAS.
Com os 65% aos quais o clube terá direito, o faturamento da agremiação será 160% superior. A arena gremista terá capacidade para 50 mil pessoas.
"O projeto agrega receitas ao clube", afirma o vice-presidente de Planejamento do Grêmio, Eduardo Antonini.
Segundo Antonini, o OlÃmpico, atual estádio do Grêmio, gera hoje receita anual de R$ 14 milhões, e será implodido após assim que a construção do complexo com novo estádio estiver concluÃda.
Nova realidade O especialista em marketing e gestão de clubes da Casual Auditores, Amir Somoggi, considera "um bom negócio" o percentual de 65% das receitas obtido pelo Grêmio. "Resta saber como o consumidor gremista vai dividir o seu gasto dentro do estádio", pondera ele, referindo-se à projeção de R$ 56 milhões de faturamento. "Será um caso único no futebol brasileiro".
O executivo entende, no entanto, que o projeto pode representar o inÃcio de uma nova realidade para os negócios do futebol no mercado brasileiro, segundo a qual os clubes não dependeriam apenas da venda de jogadores para fechar o caixa.