São Paulo protesta contra jogo no Parque Antarctica
10/04/2008 - 09:00 hs
A confirmação do Estádio do Parque Antarctica como a sede do segundo jogo das semifinais do Campeonato Paulista, entre São Paulo e Palmeiras, na última quarta-feira, não agradou nem um pouco o time do Morumbi. A diretoria do clube divulgou uma nota oficial, assinada pelo presidente Juvenal Juvêncio, na qual se diz "preocupada" com a realização do jogo no local escolhido.
Por fim, argumentando contra a opção pelo campo do rival, Juvêncio diz que a Federação Paulista de Futebol (FPF) coloca em risco a segurança dos torcedores e de parte da população da cidade que vive na região do estádio, localizado no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo.
Mais do que isso, optou-se na última hora por colocar em risco a segurança dos torcedores e de parte da população da cidade que vive ou transita naquela região. Pergunta-se: a quem interessa realizar uma partida de tal magnitude cercada de tantas temeridades? Anteontem, o próprio presidente da Federação, Marco Polo Del Nero, descreveu o Palestra Itália como um "barril de pólvora".
Pergunta-se novamente: o que foi feito nas últimas 48 horas para que a Federação marcasse o segundo jogo para o Palestra Itália, opção que fora abandonada desde o primeiro instante? O que mudou?
A direção do São Paulo quer, assim, deixar registrada formalmente sua não-concordância com essa decisão, feita de afogadilho e movida por interesses cuja compreensão nos escapa.
De acordo com o artigo 73 do "Regulamento Geral das Competições" da CBF o São Paulo já disponibilizou 10% da capacidade de seu Estádio para a torcida palmeirense e exigirá a mesma proporcionalidade de ingressos para a sua torcida.