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COLUNA: BALEIA
Baleia


02/05/2007 - Quarta-Feira
A MICHELIN NA FORCA
 
No final de semana passado foi realizada mais uma boa etapa do mundial de motos, no circuito da Turquia. Uma pista moderna e que tem uns vinte metros de largura. E que pela lógica, todo o circuito teria pontos de ultrapassagens. Mais na pratica não foi isso que aconteceu. As ultrapassagens aconteceram na curva que antecede a reta principal e no final de uma seqüência de curvas a esquerda no miolo da pista.

Por causa do estilo do traçado e a maneira de como as Ducatis, entregam a potencia no asfalto, todos no paddock, esperavam um domínio dos Italianos. E foi assim nos treinos de sexta-feira. Só que no sábado, apareceu como sempre um tal de Valentino Rossi na pole. Só que seguido de seu companheiro de equipe, Colin Edwards, fato que não acontece sempre. E na seqüência, o preferido da Honda no momento, Daniel Pedroza. Uma miniatura de gente.

Em que o HRC aposta todas as fichas. Em detrimento de todos outros pilotos que usam as motos da Honda. Isso também aconteceu nas 250 cc., em 2004/05. Só que esses três, Rossi, Collis e Daniel estavam calçados com pneus Michelim. No quarto posto vinha o homem da Ducati, na ordem do dia, o australiano Casey Stoner, calçado de Bridgestone. E foi o vencedor desta etapa e com muita folga. E cinco pilotos subseqüentes, usavam a borracha japonesa.


E essa equipe Honda, como já comentei anteriormente em outras colunas, fez uma moto pensando somente na estatura e o modo de tocar do espanholsinho. E assim pilotos como o campeão do ano passado: Nick Haiden da equipe oficial e os satélites Marco Melandri, Tony Elias, Shinia Nakano e Carlos Checa, são obrigados a conviver com uma moto fora dos padrões normais em favor pequeno chorão. É a moda espanhola tomando conta da maior equipe do mundial. Tudo isso por conta dos patrocinadores da equipe e pelo retorno que dá ter um campeão espanhol nas motos. Pelo menos no motociclismo eles possuem alguma tradição.


Mais uma vez o feitiço virou contra o feiticeiro. Pois as Hondas satélites ou semi-oficiais, que usam pneus Bridgestone, fizeram o segundo e quinto posto. E em terceiro chegou a Ducati oficial de Capirossi. E o nosso Alexandre Barros, fez um ótimo quarto lugar com uma Ducati semi-oficial, uma versão mais fraquinha, mais calçada de Bridgestone. Alexandre fez uma ótima prova, e impressionou a todos, pois largou do décimo terceiro posto e chegou a andar na frente da Ducati oficial do Capirossi. Que me parece estar meio perdido com a performance do companheiro de equipe. Pois Stoner é o líder do campeonato com 61 pts. Enquanto Loris é apenas 11º com 20pts.


Por outro lado, o fraco desempenho dos Michelim na etapa, foi por conta da própria Michelim. Explicando melhor, os franceses depois de serem passados pra trás pela FIA na F 1 e no mundial de Rally. Acharam era que melhor, que eles mesmos escolherem o composto que os pilotos deveriam usar no gp. Uma péssima medida, pelo menos nesse GP.


E assim passaram por cima do acerto de cada chassis e ou maneira de tocar de cada piloto. Sempre tem uma diferença no chassi ou no estilo de ser ou pilotar de cada um. Muitas das vazes, como exemplo, um composto médio, da certo na frente da moto do Rossi. Mais o mesmo composto não funciona na Honda do Daniel Predroza. E às vezes até mesmo na moto do Colin Edwards que teoricamente seria igual a do Valentino Rossi.


E isso era um trabalho arduamente realizado pelas equipes nos treinos. Em que eles simulam uma situação de corrida, e qual o composto seria o mais rápido para tentar a pole. E era assim que alguns pilotos e equipes se destacavam. Pois esses testes eram o "X" da questão. E os franceses, cansados de ver acertos e enganos acharam que se eles encolhessem o composto ideal, todos se dariam bem. E até que para a qualificação a medida valeu. Mais para a corrida, o esquema foi um fiasco. E custou muito caro para a Fiat/Yamaha e o The Douctor. Pois eles chegaram na Turquia na frente do campeonato e saíram de lá com 10 pontos de desvantagem. Depois do fiasco os franceses prometem se redimir para a etapa de Xangai.


Concluindo, mesmo sendo os melhores na fabricação de pneus de competição, seja de motos ou de carros e até mesmo para os usuários comuns, a Michelim errou. Por não conhecerem ou não acreditar no outro lado da moeda. No mundo das competições nada é igual para todos. Sempre tem alguém com uma tacada diferente. Seja na escolha dos compostos seja na pressão a ser utilizada no primeiro jogo de pneus ou no ultimo, no acerto da suspensão ou no acerto aerodinâmico.


A verdade, é que na parte teórica, são os computadores que simulam tudo. Só que a teoria exata da computação não tem vez com a sensibilidade e maneira imprevisível de ser do ser humano. A computação tenta nos mecanizar, mais somos seres com diferentes opiniões e aptidões. Muitos de nos ainda conseguem ter uma personalidade, caráter e uma opinião diferente da imposta pela maquina e pela mídia moderna ou pela moda do momento. Pelo menos no motociclismo a ação do homem ainda vale muito. Basta ver como jogo de corpo em cima da motocicleta é tão importante.


UMA OTIMA SEMANA A TODOS.
 
 
   
 

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