O duelo contra o Cruzeiro, domingo, é encarado pela torcida do Tupi como um dos mais importantes da história do clube. Se vencer, o Galo Carijó termina o Estadual em primeiro lugar, com 24 pontos. Mas o valor do jogo para o alvinegro vai além da primeira posição na tabela. A conquista dará ao Tupi a chance de jogar em casa a segunda partida da semifinal, possivelmente contra um adversário do interior, que poderá ser o Ituiutaba, que está em quarto, com 16 pontos, e enfrentará o Democrata-SL, no Pontal, domingo.
O sonho de chegar pela primeira vez a uma final do Campeonato Mineiro, e ainda se vingar do time do Triângulo, que foi campeão da Taça Minas Gerais, ano passado, derrotando o Tupi nos pênaltis, vem mobilizando as autoridades de Juiz de Fora. O prefeito Alberto Bejani esteve no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, quarta-feira, com a diretoria do clube e do Corpo de Bombeiros.
No encontro, ficou decidido que seriam postos à venda 19 mil ingressos para o jogo contra a equipe celeste. Na fase de classificação, a capacidade do Mário Helênio foi limitada a 12 mil torcedores. “Isso é um absurdo. Uma armação querer diminuir o número de torcedores do Tupi no estádio”, disse o prefeito, pouco antes da reunião com o tenente-coronel Rodney Magalhães. “A modificação foi encaminhada via fax para o alto comando do Corpo de Bombeiros”, informou o militar.
O estádio municipal foi inaugurado em 1988 para abrigar até 60 mil torcedores. Bejani prometeu continuar brigando por novas ampliações e espera conseguir uma carga de até 30 mil ingressos na partida da semifinal. Para isso, anunciou novas melhorias. A prefeitura vai contratar empresas de bilhetagem eletrônica e câmeras de segurança, itens obrigatórios para receber mais de 20 mil pessoas, conforme determina o Estatuto do Torcedor.
Prevenido, o professor aposentado José Geraldo Dias, de 64 anos, comprou ontem seis entradas para a partida contra o Cruzeiro. Além dele, os bilhetes serão para sua mulher e filhos. O professor aprovou o aumento do número de ingressos para o jogo. “Achei muito justo. O estádio é enorme”, disse ele. Atleticano desde os anos 1950, José Geraldo agora tem um novo time do coração. “Confesso que no jogo contra o Atlético, torci pelo Tupi”, contou.
O aposentado vem acompanhando de perto a trajetória do Tupi nos últimos anos. Viu o Galo de Juiz de Fora subir para a Primeira Divisão, em 2006, e chegar à semifinal do Mineiro e à final da Taça Minas ano passado. José Geraldo destaca algumas diferenças do atual time, em relação aos campeonatos passados. “É uma equipe sem estrelas, bem treinada, com garra e amor à camisa”, disse. Para ele, o Cruzeiro terá que fazer uma apresentação muito melhor que as últimas pelo Estadual, se quiser vencer o alvinegro fora de casa.
PROBLEMAS O treinador João Carlos dirige hoje à tarde um coletivo no estádio municipal. Além de não contar com o zagueiro Sílvio e o atacante Ademílson, o primeiro expulso contra o Villa Nova e o segundo suspenso por levar o terceiro amarelo, dois outros titulares ainda não estão confirmados. O lateral-esquerdo Edimar ainda se recupera de contusão na coxa direita, sofrida na vitória sobre o Leão do Bonfim. O zagueiro Reginaldo, com dores na perna direita, foi poupado dos coletivos.
Apesar dos problemas, a expectativa de João Carlos é de contar com os dois atletas, que, quarta-feira, fizeram treino físico e uma corrida em volta do gramado.
Até amanhã, os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia). Domingo, passarão para R$ 20 e R$ 10, respectivamente. Eles são vendidos no calçadão da Rua Halfeld, na sede social do Tupi e no CT de Santa Terezinha
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