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SEÇÃO: Outros Esportes
Entre a glória e o perigo, Rali Dacar faz 30 anos
04/01/2008 - 08:15 hs
 
No dia 5 de janeiro de 2008, a cidade de Lisboa irá receber cerca de 950 pilotos para a principal prova off-road do esporte a motor mundial. A capital portuguesa, pelo terceiro ano consecutivo, será o ponto de largada do Rali Dacar, que chega neste ano a sua 30ª edição (foto).

Nas 29 disputas anteriores, o Dacar já foi batizado como Rali Paris-Dacar, Granada-Dacar, Dacar-Cairo e Barcelona-Dacar, entre tantos outros nomes que não abalaram o charme e o status da prova. Desta vez, serão 205 carros, 245 motos, 20 quadriciclos e 100 caminhões que deixarão Portugal e passarão por Espanha, Marrocos - incluíndo o território do Saara Ocidental -, Mauritânia e Senegal, cruzando o Estreito de Gibraltar e o deserto do Saara.

Entre suas três categorias, o rali já consagrou pilotos e agitou vilarejos, mas, infelizmente, ceifou vidas. Foram 85 títulos até hoje, enquanto pelo menos 20 pessoas – entre pilotos, navegadores, mecânicos, jornalistas, organizadores e observadores – morreram em acidentes no percurso. Não há, porém, registros oficiais precisos de mortes de espectadores por acidentes e atentados no caminho, e este número certamente é maior.

Em 2008, por motivos de segurança, a caravana não passará pelo Mali, embora os pilotos ainda admitam o temor pela segurança nos oito trechos pela Mauritânia. “O Mali é um país que sempre tem um risco muito grande, porque é uma região mais habitada. Há sempre as pessoas que ficam na beira da estrada querendo assistir a prova passar”, admite Jean Azevedo, representante das motos, que faz uma ressalva. “Para os competidores, a Mauritânia sempre é o país mais complicado. A gente vai ficar oito ou nove dias na Mauritânia, mais da metade da prova.”

Com sete experiências anteriores no Dacar e os títulos de 1997 e 2003 na categoria production, Jean será um dos dez brasileiros que tentarão mais uma vez chegar à capital do Senegal. Além do paulista, o contingente do Brasil contará com André Azevedo e Maykel Justo nos caminhões; João Franciosi, Lourival Roldan, Sérgio Williams e Paulo Nobre nos carros; e Rodolpho Mattheis, Sylvio de Barros e Zé Hélio nas motos. André e Maykel terão a companhia do tcheco Jaromir Martinec em seu caminhão Tatra, enquanto Paulo, o Palmeirinha, competirá em sua BMW X3 ao lado do navegador português Filipe Palmeiro. Sérgio Williams corre ao lado do francês Laurent Tarnaud.

E mesmo com a eliminação do Mali, os pilotos estão atentos às outras dificuldades que terão para cruzarem o Norte da África. Porém, há quem veja vantagem na briga entre as areias e pedras de Marrocos, Mauritânia e Senegal. Caso do navegador Lourival Roldan, que espera chegar “inteiro” ao final da disputa, no dia 20 de janeiro.

“A prova vai ser muito difícil, e isso vai trazer oportunidades pra todo mundo. Quando é uma prova fácil, os mais rápidos levam. Quando é mais difícil, você tem chance de tirar no braço ou na navegação, mesmo com um equipamento não tão rápido quanto o dos primeiros”, diz Roldan. “Muita gente vai atolar, vai se perder, vai quebrar. O resultado acaba sendo imprevisível. O que a gente tem que tentar é estar entre esses que estão com o equipamento inteiro.”
 
Fonte: www.gazetaesportiva.net
 
 

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